Colecionar não significa apenas acumular posses. Colecionar significa ampliar o seu conhecimento sobre determinados objetos e tornar essas coisas — e as informações sobre elas — acessíveis a si mesmo e a outras pessoas.
Seja sozinho ou como parte de uma comunidade, seja como hobby ou como cientista, a gestão de coleções precisa ser uma ferramenta útil para administrar os objetos que você coleciona e para o intercâmbio com outros colecionadores e cientistas.
Queremos compartilhar o prazer de colecionar com outras pessoas e, assim, tornar o colecionismo cada vez mais atrativo.
Tudo começa com a coleção. Você lhe dá um nome e, assim, cria um “museu virtual” para os espécimes que você colecionou. Você pode ter mais de uma dessas coleções virtuais.
Em seguida vem a peça de exposição ou objeto da coleção, que inicialmente consiste apenas em um ID, uma combinação de números e letras que ajuda a identificar o objeto para sempre. No nosso caso, o ID tem 22 caracteres e é um identificador único em nível mundial. Entraremos em mais detalhes sobre isso mais adiante. É possível imprimir etiquetas para a identificação inicial antes que os objetos da coleção sejam registrados.
Além do ID único, a localidade do achado é muito importante no nosso contexto geológico, por isso ela também é solicitada já no primeiro passo. Quase todas as outras informações podem ser recuperadas posteriormente, se necessário, e também podem ser inseridas mais tarde.
Outros dados (como propriedades) dão mais vida ao espécime. Uma grande variedade de diálogos programados auxilia nesse processo — como encaixar peças de um quebra-cabeça, só que de forma mais simples. Não importa se os resultados de análises são inseridos como foto ou PDF; se o objeto é um mineral, fóssil ou rocha; se etiquetas precisam ser impressas; se eventos como descoberta, troca, compra, empréstimo etc. precisam ser registrados — tudo pode ser gerenciado.
Talvez você esteja se perguntando por que utilizamos uma sequência de 22 caracteres composta por números e letras para os identificadores da nossa coleção.
Há muito tempo existe o problema de que itens de coleção perdem sua “identidade” porque seus nomes e números de coleção mudam quando um espécime passa de uma coleção para outra. O ID utilizado aqui permite um uso permanente, pois é único em todo o mundo. Não é necessário um escritório central de registro para atribuir o número — isso acontece diretamente na sua própria gestão de coleção.
Esse número fornece um ponto de ligação central para colecionadores e pesquisadores, permitindo que se baseiem em dados já coletados ao trabalhar com um item de coleção.
Este programa de gestão de coleções foi projetado de forma que os objetos e suas informações associadas possam ser transmitidos entre coleções, colecionadores e instituições, garantindo que a história de um espécime permaneça o mais completa e livre de lacunas possível.
O ID é baseado no “Globally Unique Identifier”, é derivado dele e também pode ser convertido para esse formato.